PRÉMIOS ESTORIL SOL
18ª edição

Com o romance original “Na Tua Mão”, Hélder Teixeira Aguiar sagrou-se vencedor da 18a edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, por unanimidade do Júri, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins. A obra será publicada através da Editorial Gradiva, agora em processo de fusão com a editora Guerra e Paz, no quadro de uma parceria com a Estoril Sol, desde 2008, ano do lançamento do concurso, em homenagem à grande escritora.
O júri escreveu em acta que a obra vencedora “é um romance de aventura, aprendizagem e superação de dois irmãos de 11 e 17 anos, de nacionalidade portuguesa, mas vivendo nas regiões conturbadas da Venezuela. Perseguidos por carteis da droga por causa da mãe jornalista “entretanto desaparecida”, esses dois jovens vão tentar passar a fronteira para a Colômbia pela selva. No percurso, irão aprender o mundo e a força para superar dificuldades. Narrado alternadamente pelos dois irmãos, há neste romance uma frescura que cativa e uma qualidade de linguagem e construção narrativa que deixa entrever com seguimentos literários futuros de grande valia”.
Hélder Teixeira Aguiar nasceu em São João da Madeira, em 1983. Filho de pai oficial do exército e escritor, e de mãe professora, licenciou-se em medicina pela Universidade Nova de Lisboa em 2008, tendo completado um mestrado no King’s College de Londres. Trabalha na ULS Entre Douro e Vouga, como médico de família na USF São João e integra a equipa local de cuidados paliativos.
Com o romance “Livro da Doença”, Djaimilia Pereira de Almeida venceu a 28ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, relativo ao ano de 2025, instituído pela Estoril Sol, com o valor pecuniário de 15 mil euros.
O Júri, presidido por Guilherme D ´Oliveira Martins, considerou que “Livro da Doença”, de Djaimilia Pereira de Almeida, “cativa o leitor, pelo seu alcance humano e pela riqueza da construção ficcional. Colocando a narrativa na primeira pessoa do singular, é na experiência da autora e nas suas memórias que emerge o sintoma autobiográfico do romance”.
Djaimilia Pereira de Almeida nasceu em Angola, mais concretamente, em Luanda em 1982, tendo-se mudado, ainda em criança, com três anos, para Portugal, onde cresceu e reside até hoje. Tem por isso dupla nacionalidade, angolana e portuguesa. É licenciada em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Teoria da Literatura (2006) e doutorada em Estudos Literários (Teoria da Literatura) (2012), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Instituído pela Estoril Sol, o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, em 11ª edição, foi atribuído a Onésimo Teotónio de Almeida. “Como estudioso e ensaísta tem contribuído decisivamente para a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo, afirmando assim a cidadania cultural como um fator exemplar de expansão e desenvolvimento”, sublinha o júri.
Presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, o júri deliberou atribuir o prémio relativo ao ano de 2025 a Onésimo Teotónio de Almeida “em virtude da sua persistente ação enquanto professor e investigador de prestígio com provas dadas nos domínios do estudo e consolidação da língua, da literatura e da cultura portuguesas, em especial dos Estados Unidos da América”.
Saiba mais aqui.
Em cerimónia solene, no passado dia 23 de Outubro, no Auditório do Casino Estoril, foram entregues, por Guilherme d’Oliveira Martins, os Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, instituídos pela Estoril Sol, e referentes a 2024, bem como o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural.
A 27ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, promovido pela Estoril Sol, com o valor pecuniário de 15 mil euros, distinguiu Hugo Gonçalves pelo romance “Revolução”.
O Júri, presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, sublinhou que “Revolução” “é um livro que se impõe literariamente, graças ao modo como liga pontas soltas da história portuguesa recente, mantendo sempre, no entanto, o desenho narrativo de personagens contraditórias, heroicas ou trágicas, fortes ou fracas, e cujos perfis interpelam e comentam os leitores actuais do romance e as suas respectivas posições ideológicas”.
Por sua vez, em relação à 17ª edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, com o valor de 10 mil euros, o Júri distinguiu Dulce Gonçalves com a obra original “O Processo”, que assegura a sua publicação através da Editorial Gradiva.
O Júri escreveu em acta que este romance: “é centrado na memória histórica dos últimos anos da resistência à ditadura portuguesa e, ao mesmo tempo, de projeção dos traços culturais que asseguraram algumas das suas referências emblemáticas, nomeadamente, as relacionadas com o fenómeno da emigração portuguesa para França, sobretudo durante os anos sessenta. Nesse quadro irá evoluir a descrição de momentos (culturais e políticos) particularmente relevantes da comunidade lusa como, por exemplo, o fenómeno do Maio 68 em França, com as suas rebeldias poéticas e insubmissões criativas, e o da Capela do Rato em Portugal em dezembro de 1972”.
Na 10ª edição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural este foi atribuído a Helder Macedo. “Um ilustre poeta, romancista, ensaísta, crítico, e professor que tem um percurso exemplar no campo da cidadania cultural”, referiu o Júri. Instituído pela Estoril Sol o Prémio, com periodicidade anual e no valor de 20 mil euros, foi criado em homenagem à memória de Vasco Graça Moura.
Em acta, o júri sublinha que Helder Macedo “exilado em Londres, a partir de 1960, foi colaborador da BBC e lecionou no King’s College onde ensinou Língua e Cultura Portuguesas, afirmando-se como prestigiado investigador. Após a Revolução de 25 de Abril exerceu em Portugal importantes funções na área cultural, tendo prosseguido, a par da criação literária e ensaística, uma ação persistente na cultura e educação em prol da cultura portuguesa no mundo”.
O júri, presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, em representação do CNC – Centro Nacional de Cultura, integrou, ainda, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Ana Paula Laborinho, Liberto Cruz e José Carlos de Vasconcelos, convidados a título individual e, ainda, Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.